Médica infectologista com 30 anos de experiência no serviço público, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) voltou a defender a necessidade de vacinação da população para prevenir doenças e mortes. Em programa especial da TV Senado, a parlamentar salientou que o que mais contribuiu para aumentar a expetativa de vida média do ser humano no mundo foram exatamente as vacinas e a água tratada. O Brasil é referência mundial em imunização devido ao amplo calendário de vacinação gratuita, mas campanhas negacionistas e antivacina, em grande parte propagadas via internet, ameaçam essa segurança coletiva.
“A vacinação não pode ser negociada. Quando havia epidemias de gripe, como a gripe espanhola, as pessoas eram dizimadas. Pai, mãe ou outro responsável: os senhores não têm o direito de não vacinarem suas crianças. Se a criança está sob sua tutela, mesmo você sabendo que ela pode morrer ou ter sequelas para o resto da vida ao pegar uma doença, não vaciná-la é abandono de incapaz. Isso está no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Cito o exemplo da poliomielite, do sarampo, doenças graves”, frisou Zenaide.
Ao longo do mandato, a senadora tem defendido ser dever de todo cidadão se vacinar como uma responsabilidade civil individual diante da coletividade, visto que a imunização também evita a contaminação e a transmissão de doenças entre as pessoas. “Vacinar é um ato coletivo e seguro. Há casos de muitas crianças e idosos que, por terem defesa imunológica muito baixa, não podem receber vacina. Então, cabe a todos nós nos vacinarmos para protegê-los”, alertou.
Na mesma frente, a representante potiguar no Senado tem reiterado a importância de combate às campanhas negacionistas que propagam informações falsas sobre vacinação e desestimulam a imunização. Em artigo no jornal Folha de S.Paulo, intitulado “Deixar de vacinar crianças é abandono de incapaz”, Zenaide também destacou provas científicas: nos últimos 50 anos, os esforços globais de vacinação salvaram cerca de 154 milhões de vidas. A maioria de mortes evitadas – 101 milhões – foi de crianças. Esse estudo, liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que a imunização é uma política pública de interesse coletivo.
“Por compromisso civilizatório e de proteção à vida, precisamos unir esforços na defesa da saúde e da ampliação do acesso à vacinação em todo o país. Ouçam esta médica: vacina é de graça, salva vidas, protege de doenças que podem matar, evita sequelas graves. As informações do poder público são confiáveis, e todos sabemos do risco dos riscos da não imunização”, enfatizou a senadora.
A ciência prova
No plenário do Senado, Zenaide também elogiou iniciativas do Ministério da Saúde para recuperar a cobertura vacinal de 13 das 16 vacinas do Calendário Nacional de Vacinação entre 2023 e 2024, além de ressaltar o retorno do Brasil à lista de países livres do sarampo. Para Zenaide, há necessidade de o Parlamento estimular – em vez de criar dúvidas – a imunização, uma política pública suprapartidária e exitosa que une há décadas governo federal, estados e municípios.
“Somos destaque mundial como o país com o maior programa de vacinação gratuita, administrando mais de 300 milhões de doses por ano. Este é um feito que só é possível graças ao compromisso incansável do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde, essa nossa pérola, o SUS, que oferece mais de 30 vacinas gratuitamente à população. O Brasil conseguiu novamente a certificação de país livre do sarampo, uma prova irrefutável do sucesso do nosso Programa Nacional de Imunizações, que é exemplo para a comunidade internacional desde a sua criação, em 1974”, reforçou Zenaide.
Confira a entrevista de Zenaide: