O trabalho legislativo da senadora Zenaide Maia (PSD-RN) e de outros parlamentares da República em favor das mulheres brasileiras foi destacado em rede nacional no filme longa-metragem “Quando Elas Se Movimentam”, já exibido na Tela Quente, da TV Globo, e em sessão de cinema do programa Big Brother Brasil (da mesma emissora). A obra está hoje disponível na plataforma de streaming Globoplay e no Youtube da TV Senado para acesso coletivo.
O documentário conta histórias de três mulheres negras do Brasil de hoje, relacionando suas trajetórias vitoriosas a leis inclusivas, afirmativas e reparatórias aprovadas ao longo dos recém-comemorados 200 anos de existência do Senado Federal. Um dos avanços apresentados é a inclusão social por meio da lei de cotas para acesso a universidades, bandeira defendida por Zenaide.
Na obra, Zenaide defende, em vídeo projetado nas torres do Congresso Nacional, a persistência política para obtenção dos direitos legais da população feminina, além de reconhecer a importância de cada vitória mesmo diante de dificuldades. Discursos e imagens de parlamentares de peso histórico como Ulysses Guimarães e Abdias Nascimento e de outras personalidades, como a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) e o senador Paulo Paim (PT-RS), também são exibidos.
O filme é uma produção original da TV Senado dirigida pela cineasta e documentarista Susanna Lira para celebrar o legado de leis que ampliaram direitos no Brasil aprovadas ao longo dos 200 anos da chamada Câmara Alta, o Senado.
“Eu desejo cada vez mais democracia para o Brasil e que toda a diversidade de nosso povo esteja realmente representada nessas 81 cadeiras nos próximos 200 anos do Senado Federal. A gente defende que o Legislativo tenha mais mulheres eleitas, mais pessoas negras eleitas, a desejada e necessária representação indígena no Senado, para que o Parlamento se torne de verdade sempre mais diverso e plural, como deve ser. Fora da política, não há avanço, e é na política que travamos nossa luta por todas as mulheres”, assinalou Zenaide, convidando o público a assistir ao filme.
Exemplo potiguar
A parlamentar representa o Rio Grande do Norte, Estado que, na sua visão, dá exemplo ao país no pioneirismo da participação feminina na política. A potiguar Alzira Soriano entrou para a História como a primeira mulher eleita prefeita no Brasil e na América Latina em 1928, em Lajes (RN), enquanto a professora mossoroense Celina Guimarães foi a primeira mulher a votar legalmente no país.
“Do Sertão do Nordeste ao The New York Times”: leia artigo de Zenaide no Correio Braziliense
Zenaide apresentou no Senado um projeto criando a comenda Alzira Soriano, para celebrar mulheres com destacada trajetória na política, e condecorou Celina (in memoriam) com o Diploma Bertha Lutz na Casa. “Sou médica do serviço público, liderei a Procuradoria da Mulher do Senado e luto por políticas públicas e avanços legislativos que garantam saúde, independência financeira, segurança, educação, e protejam a vida das brasileiras, que são maioria da população deste país”, salientou a senadora.
Desde o início da República, em 1889, o Brasil teve apenas uma presidente, Dilma Rousseff, e somente 16 governadoras mulheres. Dessas, apenas oito foram eleitas para o cargo, enquanto as demais assumiram como vice-governadoras após a saída dos titulares. Essas oito governaram seis estados: Maranhão, Rio Grande do Norte, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Rio Grande do Sul, sendo que três delas governaram o Rio Grande do Norte.
“Nosso trabalho é também reforçar o protagonismo feminino e superar a sub-representação, na esfera política e em todos os espaços de poder, de mulheres e de todas as maiorias minorizadas deste país tão desigual. O Estado brasileiro será realmente justo e democrático quando promover equidade de gênero e investir orçamento para tirar do papel as leis que aprovamos para prevenir e combater todas as formas de violência e para corrigir as assimetrias de renda e de oportunidades”, acrescentou Zenaide.
Saiba mais:
O filme narra a trajetória de superação e sucesso de três mulheres negras, Antônia Faleiros, Luana Xavier e Angélica Silva, que têm suas vidas contadas sob a perspectiva da conquista de direitos no Brasil.
Com um resgate da história política recente em temas como igualdade, acesso à educação e a ocupação de espaços de poder, o documentário mostra como essas mulheres foram afetadas pelas leis aprovadas e como debates e decisões do Senado impactaram a sociedade.
A equipe esteve no Quilombo Júlio Borges, no interior do Rio Grande do Sul, para conhecer a comunidade e a família de Angélica Silva, primeira quilombola de sua comunidade a cursar faculdade. Em Salvador, acompanhou os últimos ensaios do monólogo Pequeno Manual Antirracista, protagonizado por Luana Xavier e baseado no livro homônimo de Djamilla Ribeiro.
Já em Minas Gerais, Antônia Faleiros, que é juíza, professora e escritora, apresentou sua história e o projeto Justiça vai à escola, no qual debate com alunos do ensino médio sobre direitos e estruturas das instituições públicas, com suporte da publicação Constituição em Miúdos, produzida pelo Senado Federal.
À frente do projeto, a cineasta Susanna Lira tem a carreira dedicada a filmes sobre gênero e direitos humanos. Ela abordou na obra o processo difícil de aprovação de uma lei e ressaltou a relevância da escuta ativa da sociedade e da cobrança permanente por direitos.
“Essas projeções significam as lutas, os debates que a gente vê em torno dessa aprovação, o quanto ela é importante. Precisamos inspirar as mulheres. Quando a gente escolhe perfis diferentes, uma atriz do Rio de Janeiro, uma juíza da Bahia e uma pedagoga quilombola do interior do Rio Grande do Sul, mostramos mulheres que não necessariamente vieram da pobreza. A representatividade é muito importante para elas”, frisou a cineasta.
(Com informações da Agência Senado)