Com voto favorável da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), o Senado aprovou, em decisão terminativa (final) da Comissão de Educação e Cultura, o projeto de lei (PL 2.034/2020) que inscreve os profissionais de saúde que atuaram no enfrentamento da covid-19 no seleto “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”. O texto homenageia médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos, auxiliares, agentes comunitários de saúde, entre outros, e segue diretamente para análise da Câmara dos Deputados – se não haver recurso para votação no Plenário do Senado.
Médica, Zenaide atuou de forma combativa na CPI da Covid no Congresso Nacional e foi uma das vozes parlamentares mais atuantes em defesa da vacinação e da ciência durante a pandemia. A senadora salientou que os trabalhadores e trabalhadoras homenageados, atuantes no Rio Grande do Norte e em todo o território nacional, foram além de suas funções de ofício e, com coragem e abnegação que comoveram o país, lutaram num campo de guerra diário em todos os cantos do Brasil.
“O reconhecimento no Livro dos Heróis e Heroínas é justo. A memória nacional vai reverenciar essas pessoas, às quais a nação é grata por cumprirem muito além de seu papel. São mulheres e homens que se arriscaram, muitos dos quais morreram em decorrência do trabalho árduo e de alto risco de cuidar das pessoas e de salvar vidas. Isso é compromisso ético com a vida, é luta dedicada pelo cuidar do coletivo, é ser um agente social de imensa solidariedade humana”, salientou a parlamentar.
Memória nacional
Segundo um levantamento do Internacional de Serviços Públicos, 4,5 mil profissionais de saúde morreram no Brasil entre março de 2020 e dezembro de 2021. De acordo com o relator da proposta, o senador Humberto Costa, também médico, dados do Conselho Federal de Enfermagem e de outras entidades demonstraram que centenas de profissionais morreram no exercício de suas funções durante a pandemia, e que outros sofreram sequelas físicas e psicológicas decorrentes da sobrecarga de trabalho, do estresse emocional e da própria contaminação pela doença.
“Perdi amigos profissionais da saúde que estavam na linha de frente da Covid, socorrendo as pessoas em hospitais e unidades de saúde. Muitas vezes, a vontade de salvar vidas era maior do que as condições precárias de se protegerem na exposição diária ao vírus. Sou médica e vivi a dor de perder vidas por falta de responsabilidade de parte do poder público em defender medidas preventivas e em viabilizar a vacinação da população. Esses brasileiros que salvaram vidas nos orgulham”, afirmou Zenaide.
Ainda conforme a senadora, profissionais de saúde atuaram muitas vezes em jornadas extenuantes, sem condições de segurança e sem infraestrutura suficiente de trabalho na emergência diária dos atendimentos à população contaminada e gravemente adoecida.
O livro
Mantido dentro do Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o chamado Livro de Aço – que contém os nomes dos heróis e heroínas da pátria – existe desde 7 de setembro de 1989 e tem valor simbólico na preservação da memória nacional. Junto a cada nome há uma biografia resumida para contextualizar o feito que confere ao homenageado destaque na história do país.