Compartilhe:

16/03/2022

Mais um projeto com relatoria de Zenaide é aprovado: PL proíbe algemas no parto de presidiárias e garante tratamento digno para mãe e bebê

“Uma criança não pode nascer já algemada!”, defendeu a senadora. Projeto atualiza a Lei de Execução Penal.

O Senado aprovou, nesta quarta (16), mais um projeto relatado pela senadora Zenaide Maia (PROS – RN) neste mês de Março, dedicado à pauta feminina: o PL 557/2022, que atualiza a Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) para proibir o uso de algemas em presidiárias durante o parto e assegura tratamento digno às mães privadas de liberdade e a seus filhos, antes e depois do nascimento. A proibição do uso de algemas já consta no texto do Código de Processo Penal (Decreto-Lei 3.689/1941) desde 2017, por força da Lei 13.434, mas ainda não é prevista na LEP. A relatora explicou, durante a apresentação de seu parecer, que o PL 557, além de promover a uniformização da legislação penal, traz à tona o debate sobre os direitos humanos nas prisões. “Uma criança não pode nascer já algemada! Precisamos garantir tratamento humanitário às gestantes, puérperas, lactantes e mães que estão privadas de liberdade. Precisamos garantir saúde integral a elas e a seus filhos!”, defendeu a senadora.

A senadora lembrou que um habeas corpus coletivo do Supremo Tribunal Federal concedeu, em 2018, prisão domiciliar para gestantes, puérperas, lactantes e mães de crianças com até 12 anos, desde que não fossem implicadas em crimes graves. “Foi uma decisão civilizatória do STF, mas até hoje não é cumprida integralmente. Inspeção recente do CNJ em presídio do Ceará detectou presas gestantes, com filhos de colo e mais de trezentas mães de crianças de até doze anos! Então, é preciso aprovar essas leis e fiscalizar para ver se elas estão sendo cumpridas!”, opinou Zenaide.

O PL 577/2022 é de autoria da senadora Maria do Carmo Alves (DEM – SE) e já foi aprovado na Câmara, ou seja: para virar lei, só falta a sanção presidencial. Este é o terceiro projeto relatado por Zenaide aprovado desde o início do mês. Os outros dois foram o PL 3.048, que endurece a punição para crimes contra a honra da mulher; e o PL 2.889, que assegura autonomia para a escolha de método contraceptivo, ambos aprovados no Dia da Mulher (8 de março).

Compartilhe:

Mais notícias

Zenaide defende ciência e vacinação em homenagem aos 126 anos da Fiocruz

Senadora Zenaide Maia ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal e do Conselho Nacional de Justiça, Edson Fachin

Zenaide defende orçamento para políticas de proteção às mulheres em encontro com Edson Fachin no STF

Do sertão do Seridó ao centro do poder nacional: conheça a trajetória de Zenaide Maia, que celebra 11 anos de Parlamento

Pensão, remédio, defesa da vida: Zenaide cobra mais orçamento para defensorias públicas