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13/08/2024

Zenaide critica privilégios na reforma tributária e defende que Congresso combata desigualdades sociais

Foto: Pedro França/Agência Senado

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) criticou, em pronunciamento no Senado, o texto da reforma tributária que tramita em fase de regulamentação no Congresso Nacional. Ao defender como crucial que a redução das desigualdades se torne um pilar central da agenda legislativa, ela afirmou que a proposta em análise não ataca nem elimina privilégios dos mais ricos, além de manter pesada a carga de impostos sobre os trabalhadores e as trabalhadoras.

“A reforma tributária, na verdade, unifica impostos, mas continua aumentando as desigualdades sociais. Quem ganha muito paga pouco e quem ganha pouco paga muito. Essa insistência em só unificar é importante, porque aquela ruma de impostos não iria longe, mas como é que se justifica alguém que ganha milhões pagar um imposto de renda menor do que quem ganha pouco? Quem paga imposto neste país são os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público, gente. E essa reforma mantém um imposto altíssimo para os serviços e os produtos de consumo”, afirmou a senadora em sessão no último dia seis.

A parlamentar também considerou a falta de acesso equitativo à educação, saúde e emprego como obstáculos ao desenvolvimento do país, no qual apontou que as desigualdades sociais permanecem como um desafio profundo e persistente.

“Todos sabem que só vamos nos desenvolver se combatermos as desigualdades sociais. Não há como avançar verdadeiramente sem enfrentar os problemas históricos que assolam nossa população. Não é uma questão de justiça apenas, é uma prioridade para o nosso desenvolvimento, como frequentemente ressalto”, alertou a representante potiguar no Senado.

Nesse sentido, Zenaide reiterou que o Congresso Nacional e o Poder Executivo precisam se empenhar para promover o crescimento do país, incluindo as pessoas mais vulneráveis no Orçamento público e criando um sistema tributário mais justo e coerente com a realidade social.

“Nenhum país se desenvolveu sem reduzir desigualdades sociais. O progresso genuíno só será alcançado quando cada brasileiro e cada brasileira tiver a chance de contribuir para o desenvolvimento do país e se beneficiar dele”, frisou a senadora.

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